55 51 2103.1323 Rua Vilela Tavares, 63 - São João - Porto Alegre/RS | veja nossas filiais

Mídia

Carga pesada

Já se encontram três dos quatro equipamentos no Porto de Rio Grande, que serão transportados de balsa até a cidade de Triunfo, e a partir desta, até a REFAP em Canoas, através de quatro veículos: três linhas de eixo e uma prancha rebaixada, com a responsabilidade do Grupo Darcy Pacheco.

A previsão de chegada em Rio Grande do último equipamento será dia 29 de julho, onde, após a liberação da Receita Federal, iniciará o seu deslocamento inicial. O maior transporte rodoviário do Brasil, equivalente a um prédio de quatro andares tem previsão de duração de sete dias, contanto com mais de trinta profissionais envolvidos diretamente.

A logística desse transporte iniciou em março, o que, devido a complexidade da operação, exigiu-se um tempo de planejamento antecipado, o qual ainda está em fase de conclusão, devido a data efetiva do início do transporte: chegada do navio e liberação fiscal.

Já estão sendo feitas as obras para a adequação, principalmente no que se refere as redes de energia elétrica no percurso, para evitar interrupções no fornecimento de energia ou, o mínimo de interrupção possível.

Fonte: O Farrapo.

 

PETROBRÁS REALIZA OPERAÇÃO INÉDITA NO MUNDO


“A Petrobras concluiu, no sábado (07/07), o ‘deck mating’ da plataforma semissubmersível P-55, no Polo Naval do Rio Grande (RS). A operação consiste no acoplamento entre o ‘deckbox’ da plataforma, parte superior, com o casco, parte inferior, também chamada de ‘lower hull’. O ‘deck mating’ foi realizado por meio do içamento do ‘deckbox’, técnica inédita no Brasil, e que pode ser considerado o maior realizado em todo mundo até hoje, devido ao peso da estrutura e a altura a que foi erguida.

Para o içamento do “deckbox”, que pesa cerca de 17 mil toneladas, foi montado um sistema com 12 torres, ligadas a 24 macacos hidráulicos, cada um com capacidade de erguer até 900 toneladas, para elevar o equipamento até a altura de 47,2 metros em relação ao fundo do dique seco do estaleiro. Para erguer a estrutura, foram utilizados 24 conjuntos de 54 cabos de aço cada. Cada cabo possui 18 milímetros de diâmetro e 60 metros de comprimento, totalizando cerca de 77 quilômetros.

Nos próximos meses, serão realizadas a instalação dos módulos e a integração dos sistemas. Com a conclusão dessa etapa, a P-55 será transportada para o campo de Roncador, na Bacia de Campos, litoral do Rio de Janeiro, para início de operação em setembro de 2013. Em pleno funcionamento, a P-55 terá capacidade de produzir até 180 mil barris de petróleo e seis milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

A presidente da Petrobras, Graça Foster, esteve no Polo Naval do Rio Grande durante o “deck mating”, acompanhada dos diretores da companhia. “Essa operação é motivo de orgulho para o povo gaúcho e para todos os brasileiros. Qualquer um ficaria encantado com a magnitude dessa obra, a primeira plataforma do Polo Naval do Rio Grande e a maior semissubmerssível construída no País”, afirmou.

Graça também destacou o ineditismo da operação e o potencial do polo naval. “É a primeira vez que um “deck mating” – integração de módulos e casco – é feito desta maneira. O “deckbox”, que pesa 17 mil toneladas, foi elevado a mais de 40 metros e colocado sobre o casco. Usualmente, o que se faz é abaixar o casco. A P-55 e os oito FPSOs replicantes, a serem construídos aqui, serão obras de referência nacional e internacional.“

Os FPSOs replicantes são uma nova geração de plataformas, concebidas segundo parâmetros de simplificação de projetos e padronização de equipamentos. A produção em série de cascos idênticos permitirá maior rapidez no processo de construção, ganho de escala e a consequente otimização de custos.

O projeto do casco da P-55 foi desenvolvido pelo Centro de Pesquisas da Petrobras (CENPES), fruto de vários anos de pesquisa e de desenvolvimentos de engenharia em parceria com universidades brasileiras, com tecnologia 100% nacional. É mais um marco para a indústria do petróleo no Brasil.

A OPERAÇÃO

O “deck mating” teve início no dia 25/6, quando o “deckbox” foi elevado pela primeira vez até a altura de 20 centímetros para realização de testes e pesagem final. Em 27 de junho, o processo de içamento do “deckbox” prosseguiu e, no dia seguinte, atingiu o nível 15,4 metros de altura em relação ao fundo do dique. Em paralelo, foi realizado o rearranjo dos apoios do casco (“picadeiros”) e montagem das defensas dentro do dique, trabalho concluído em 30 de junho.

No mesmo dia, foi iniciado o processo de alagamento do dique, com a abertura das válvulas dos dutos de captação. Cerca de 642 milhões de litros de água foram necessários para encher o dique até uma profundidade de 13,8 metros. Concluído o alagamento, a porta batel foi retirada (2/7) para a manobra de entrada do casco da P-55 no dique e, em seguida, reinstalada para vedação do dique. O esvaziamento do dique, ao nível 7,2 metros, aconteceu no dia seguinte.

Nos dias 5 e 6 de julho, o “deckbox” foi erguido até a altura máxima, de 47,2 metros, e o casco foi alinhado. Em 07/07, o casco assumiu sua posição final, embaixo do “deckbox”, e a estrutura suspensa foi assentada sobre ele, concluindo, assim, a operação de “deck mating” da P-55. A próxima etapa será o esvaziamento do dique até que o casco, já acoplado ao “deckbox”, fique totalmente apoiado nos “picadeiros” (grandes blocos de concreto) no fundo da estrutura.”

FONTE: blog “Fatos e Dados”, da Petrobras

Montagem da P-55 em Rio Grande entra em fase final

Está pronta para ocorrer a fase mais desafiadora da construção da plataforma P-55.

Será realizado o mating, operação para unir o casco fabricado em Pernambuco ao módulo construído no Estaleiro Rio Grande.

Saiba mais
Confira como será o processo

O dique do estaleiro no sul do Estado está sendo inundado completamente pela primeira vez para que o casco da plataforma seja deslocado do canal de acesso ao porto para dentro da estrutura.

É a última preparação antes da integração das partes. O processo de manobra da embarcação está previsto para ocorrer na manhã desta segunda-feira. O enchimento do dique seco tinha previsão de durar quase todo o fim de semana passado em Rio Grande.

Estrutura com 350 metros de comprimento, 130 metros de largura e profundidade de 13,8 metros abaixo do nível do mar, o dique tinha previsão de ficar completamente cheio de água por volta da 1h30min desta segunda, depois de 36 horas de trabalho.

Se as condições climáticas estiverem favoráveis, ainda antes do amanhecer, por volta das 6h, será aberta a porta batel (portão do dique), permitindo a entrada do casco, que será guiado por rebocadores.

O processo de esvaziamento deve começar somente amanhã. Para evitar contato com a água, o deckbox (convés da plataforma) já foi erguido a mais de 10 metros de altura e está preso no dique.

Na terça-feira, ocorrerá o içamento da estrutura em mais 37 metros, chegando a cerca de 47 metros no total. Essa etapa poderá ser vista da cidade. O passo seguinte será o encaixe dos módulos no casco, com o dique já esvaziado.

Depois de pronta, a gigante de mais de 8,8 mil metros quadrados será a maior plataforma semissubmersível do Brasil.

A P-55 será instalada no Campo de Roncador, na Bacia de Campos (RJ), com capacidade para produzir 180 mil barris de petróleo por dia. A previsão da Petrobras é de que a plataforma comece a operar no primeiro semestre do próximo ano.

Fonte: ZERO HORA

ONU deverá criar metas mundiais para a construção civil

Na Rio+20, organismos como CBIC, CBCS e CEBDS propuseram a criação de um grupo de trabalho para estimular a sustentabilidade no setor.

Durante a Rio+20 (Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável) representantes da construção civil elaboraram o documento “Metas de Desenvolvimento Sustentável para a Indústria da Construção”. Trata-se de uma série de propostas que foi entregue à ONU (Organização das Nações Unidas) para a criação de um grupo de trabalho que possa discutir o futuro do setor dentro dos conceitos de economia verde.

Assinado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), pelo Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS), pela Federação Interamericana de la Indústria de la Construcción (FIIC), pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e pela Confederation of International Contractor’s Association (CICA), o documento pede que a ONU lidere um movimento global que priorize a construção sustentável.

Segundo o presidente da CBIC, Paulo Safady Simão, o objetivo é que, com a liderança da ONU, sejam estabelecidas metas e parâmetros para que a cadeia produtiva da construção civil possa se integrar definitivamente à era dasustentabilidade. “Observamos muitos projetos não caminharem por falta de entrosamento. Por isso, estamos aqui, CBIC, CBCS, CICA, FIIC e CEBDS, juntos, pedindo pela formação de um grupo de trabalho internacional para definir as metas do desenvolvimento sustentável em todo o mundo”, afirmou Simão, durante a Rio+20.

Um dos trechos do documento entregue à ONU deixa clara a opção do setor pelaconstrução sustentável. “Em primeiro lugar, é necessário reconhecer que aconstrução sustentável contribui para a consolidação da formalidade no setor, gerando melhores empregos, reduzindo os riscos para as empresas e fortalecendo o bem-estar da sociedade. A aplicação efetiva dos conceitos dasustentabilidade durante a fase de planejamento e construção das edificações e dos espaços urbanos garante a qualidade dos produtos, reduzindo os custos de ciclo de vida e oferecendo ao setor financeiro oportunidades para investir, com transparência e risco mínimo”, diz.

Além da apresentação de um planejamento estratégico para a construção civil nas próximos décadas, o setor também promoveu na Rio+20 o evento “Construção Sustentável o desafio de pensar o futuro das cidades”. Entre os debatedores estiveram, além do presidente da CBIC, Paulo Safady Simão, Marcelo Takaoka, presidente do CBCS; Marina Grossi, presidente do CEBDS; Edson Yabiku, arquiteto da Foster + Partners, e Dan Hoornweg, especialista do Banco Mundial em cidades sustentáveis.

Na conferência, Takaoka citou que a construção civil é a principal ferramenta de que o planeta dispõe para dar qualidade de vida às pessoas, seja através da construção de habitações, do saneamento básico ou da oferta de infraestruturas como estradas, pontes e metrôs. “A construção civil é responsável por mais de 2/3 do PIB mundial. O setor está diretamente ligado à melhoria de vida das pessoas. Se bem empregada, a construção civil pode gerar uma economia mundial de US$ 1,6 trilhão, com a redução da pobreza e da proliferação de doenças”, destacou o presidente do CBCS.

Fonte: Revista Grandes Construções.